terça-feira, 30 de setembro de 2025

Vamos colocar a sujeira para baixo do tapete

 Estamos sendo vigiados! Estamos sendo estudados! Estamos sendo aniquilados! Apenas estamos sendo. O sol irradia brilho e energia cósmica que nos permite acelerar movimentos estáticos diante de insignificante euforia. Nos falta asas para voar num labirinto eclético de sensações e decepções. E estamos nós, diante de suposições e utopias caóticas de nossa vã filosofia. Ou apenas estamos sendo.

A matéria existe e confirma a vida. Vida que por aqui anda sendo muito pouco valorizada. Nos matamos por nada. Nos matamos por tudo. Ou apenas nos matamos. E continuamos sendo vigiados. Nosso planeta por tanto decapitado por civilizações que não imaginam o quão falta fará. Vivemos num mundo caótico, vivemos num mundo onde a inteligência utilizada é a artificial no sentido de falta de lógica. Estamos sendo estudados.

Há muito já se fazia previsões sobre o dia do juízo final. Quantas datas já nos foram dadas para o fim? Quantas vezes ela passou sem ao menos percebermos que chegou? Nossa, quantas. O que estamos fazendo para ganhar horas extras e mais horas? Sinceramente não sei, mas que bom que estão chegando essas horas. Fico aqui pensando com meus “botões” se fazemos por merece-las. Não quero ouvir a resposta. Aliás, a resposta que estou buscando hoje é... Será que seremos aniquilados ou é apenas uma forma de nos tirar de um contexto maior que a própria destruição?

Bem, não tenho essa resposta, mas acredito que em breve teremos. O universo conspira a favor de quem? Ou a favor do que? Não sei. Apenas acredito num poder maior e que nos testa até o último momento. E para piorar, não sabemos o exato instante, mas está perto, assim como a velocidade do nosso mundo se precipita na intensidade que vivemos, a condução da humanidade em sua existência permitiu chegarmos num beco sem saída.

Não conhecemos o amanhã, não conhecemos o depois, apenas sabemos que chegará. Chegará um uma nave brilhante, niquelada, capaz de pensar se segue o fluxo ou desvia para abastecer. Não saberemos até que a imaginação crie uma realidade de 5ª dimensão e assim, nos mostre realmente tudo. A vida nos foi dada, sim, mas o manual que nos integra a ela, esse, ainda existem folhas que não foram traduzidas ou se foram, não desejam que saibamos pilota-la definitivamente.






3I-Atlas se preparando para "visitar" a terra. A festa será animada. Têm pessoas que acham que ele vai dar prejuízo, pois já compraram a carne pro churrasco e ele vai passar direto, sem direito a uma paradinha. É pagar pra ver quem está com a razão.


 

terça-feira, 1 de abril de 2025

Papo de bêbado e os spoilers da Neide

 


Cena do filme Poltergest, o Fenomeno (1982) de Tobe Hooper.

                             

Entre uma dose e outra me deparo com uma pergunta que me faço faz tempo. Qual a nossa finalidade na Terra? Para que viemos e para onde iremos? Parece papo de bêbado, mas não é. Cientistas desde os primórdios fazem a mesma pergunta. Filósofos já se deleitaram na questão. Será que só nos damos conta depois do terceiro ou quarto copo?

É muito bom bater aquele papo sobre futebol, sobre a novela das nove, é bem verdade que nos dias de hoje, poucas pessoas assistem às novelas, mas isso é assunto para outra coluna, e aquele papo sobre política? Bem, esse está suspenso até segunda ordem. Mas independente do papo que seja, sempre foi importante a interação entre as pessoas. E isso foge às ideologias e a fins.

Costumo lembrar da Neide, amiga de minha tia Vanda, que nos anos de 1970 costumava fazer aquela visita que nós crianças adoramos. Ela vinha com um conteúdo repleto de informações que para mim era crucial para o cérebro. Ela costumava ir ao cinema assistir a vários estilos de filmes e quando vinha para a visita nos contava detalhadamente. Ficávamos meu irmão e eu sentados próximos a ela e minha tia só ouvindo cada detalhe.

Até hoje não assisto ao filme “O Exorcista” por conta da interpretação da Neide arregalando os olhos e nos mostrando como a cabeça de pequena jovem virava de um lado para o outro. E o tubarão? Por muito tempo quando eu ia àa praia olhava em volta com medo que o terror dos oceanos viesse me buscar. Belas lembranças. Desde cedo me envolvi com a leitura e a interpretação das coisas. Poderia ter me tornado um Robert Langdon. Simbolismo me fascina. A vida é um simbolismo pragmático.

Tudo que temos a fazer é entendê-lo ou personificá-lo. Aceitar e entender o significado das coisas nunca foi um dom do ser humano e não me causa novidade, pois fomos criados para o questionamento e a teimosia. Sim, a teimosia. Quantos de nós até hoje acreditam que a terra é plana? Isso sem contar aqueles que acreditam que descendemos dos macacos. Talvez de uma vertente, sei lá, mas propriamente do macaco acho quase que impossível. E você, o que acha?

Mas e a nossa verdadeira intenção aqui na Terra, qual será? Deus nos criou e nos deu a possibilidade de experimentar a existência plena e fiel. Mas com isso vem a grande responsabilidade de entender tudo e o que menos sabemos é entender tudo. Várias simbologias nos foram e nos são mostradas diariamente e ainda assim, não conseguimos entendê-las por completo. Será que somos tão ignorantes e incapaz de assimilar. Talvez. Nunca saberemos.

Escrevo esse texto entre duas quedas de energia. Acho que hoje o dia vai ser complicado. Quando começa assim, em algum lugar deve estar acontecendo algo. É o efeito borboleta em ação. E enquanto não descobrimos, que tal mais uma dose? É claro que eu estou a fim. Ainda lembrando das visitas da Neide lá em casa e de sua sapiência em contar filmes, hoje percebo que ela criou uma espécie de spoiler dos anos 70. Sim, pois depois que ela assistia ao filme e nos contava, não dava mais vontade de ver o filme. Já havíamos nos embebedados com tamanha desenvoltura em sua interpretação.

O barato foi relembrar ela no dia em que nos contou a história de “Poltergeist”, achei que ela entraria dentro da TV quando estava nos mostrando como Caroline foi transportada de nossa dimensão para uma outra sobrenatural. Que horror!

terça-feira, 25 de março de 2025

O ciclo





O verão acabou e com ele os corpos suados, paixões intensas, bares lotados, namoros ao luar e tudo que nos remete à vida que queríamos todos os dias. Sim e por que não? Simples. A vida não é como desejamos, ela existe e pronto. Cabe a nós a forma, o conteúdo, a intensidade e a beleza. Podemos ficar aqui imaginando como seria se o verão fosse durante o ano todo. Dias claros, dias de sol quente, quem sabe beirando os 40º sempre. Mas não é e ainda bem que não. Eu adoro o verão, costumo dizer que é a estação que nós apresentamos com um aspecto sujo, suado, parece que não tomamos banho. Verdade. Imagina essa sensação os 365 dias do ano? Não quero imaginar. E a conta de luz? Só de pensar me causa arrepios, e não são de frio. Várias coisas não me permitem imaginar um mundo sem as outras estação do ano para dar um equilíbrio na natureza. Que bom que nossas preces nem sempre são atendidas.

 Mas a verdade é que mesmo com tudo citado acima e com um equilíbrio na natureza em andamento, ainda assim, vivemos com mais calor que o que deveríamos. Derretimento das calotas polares? Aquecimento global? Irresponsabilidade humana? Talvez um misto de tudo isso. Ou não. Nunca paramos para pensar que naturalmente isso aconteceria. Talvez em um tempo maior. Mas aconteceria. O ciclo da vida na terra se move em seu tempo. E nós não temos a mínima ideia de seu tempo. Mas precisamos de um culpado. Precisamos justificar aquilo que não se tem justificativa. O ciclo da vida. Não sou cientista e muito menos gostaria que esse texto polemizasse algo em torno de que eu sou um negacionista ou algo parecido. Até porque, eu não neguei que nós estamos acelerando o processo. Apenas acredito que aconteceria de qualquer forma.

 Mas pense comigo: As pessoas que amam o verão, clima quente e que necessita de um ambiente mais refrigerado para que nós não passemos mal, não pudessem utilizar os seus ares condicionados porque aceleraria o efeito estufa? Seria um verdadeiro caos antecedendo uma catástrofe. Pois é, os prós e os contras se enfrentando face a face. Quem se meteria na frente desse entrave? Talvez aquela pessoa que mesmo com um calor insuportável cobrisse seus pés com meias ao final do dia, pois tem tendências a sentir frios nos pés ao anoitecer. fato que realmente acontece. Conheço algumas pessoas que se utilizam dessa prerrogativa para evitarem a todo custo uma refrigeração adequada. Não consigo imaginar. Eu sou calorento de natureza. Adoro estar em um ambiente mais fresco, mas não dispenso um dia na praia ou piscina embaixo de um sol que bronzeie meu corpo.

 Inevitavelmente chegamos a um empasse. O que é mais importante, preservar a natureza ou abdicar da tecnologia existente para que o fim não chegue (logo), pois chegará em algum momento. E o fim que me refiro não é o de nossa passagem para um outro plano e sim o fim da vida na terra. Sim, porque ele vai chegar. E pela contagem da mãe terra, não está longe. Talvez alguns bilhões de anos ou milhões pros mais pessimistas. Mas verdade é que a conta já está sendo paga e não estamos preparados para tamanha despesa. Precisamos criar uma "vaquinha" mais forte para que a conta não nos desampare e nos deixe à mingua. cada vez está mais difícil encontrar um "banqueiro" que arque essa conta. Vários são os motivos. Pensamos sempre no futuro de nossos filhos e netos, mas nunca pensamos no que nossos pais e avós pensavam para futuro. Será que aceitaram passivamente que um dia a casa cairia e o ciclo se esgotaria? Ou apenas não tinham a mínima noção do que estava para acontecer. Isso realmente eu não sei dizer. Mas seria um caso a ser pensado ou até mesmo estudado. Seriam eles, parte de uma geração que estava sabendo que tudo um dia acabaria? Ou apenas a ignorância era o que os afastavam da verdade?

 Ainda hoje existem muitas pessoas que acreditam que somos os únicos culpados pelo que acontece com a natureza. Eu tenho minhas dúvidas, mas não me eximo de culpa alguma. Minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa. Agora mesmo escrevendo esse texto estou num estúdio com o ar ligado e contribuindo com isso para o aumento de buraco na camada de ozônio. Sou um criminoso com a maioria da população mundial, pois juntos "arrombamos" ainda mais a atmosfera. E o que será de nós? Sinceramente não sei, pois até o Chaplin Colorado não poderá nos salvar. Acontece que estudos recentes nos dizem que o famoso buraco está sumindo e que em 2035 ele desaparecerá por completo. Mas fico aqui com esses questionamentos e olha que não são só esses. Existem milhares de questões mal resolvidas ou mal acabadas que vira e mexe me pego em pensamento. Fico pensando por exemplo como podemos fechar um buraco na atmosfera? Teríamos criado uma placa protetora? Talvez, sei lá, vai entender. Ou simplesmente esse buraco só existia na cabeça de alguns? Não quero pensar. Quero acreditar que ele sumirá. Assim como ele deixará de existir, muitas coisas também e faz parte da vida do planeta. Um dia o clico se fechará e tudo acabará. Voltando a matéria simples. E um novo começo nos aguardará. Que seja melhor que esse que vivemos.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Entre o tempo, o uísque e o moinho

 





Certa vez, Juarez Botelho me disse: Cuidado com o tempo! Ele pode ser muito cruel. Nunca entendi direito o que ele quis dizer com isso. E confesso que até hoje ainda não entendo. O Juarez, pra quem não conhece, é um velho amigo meu, daqueles que o tempo não maltrata, não desintegra e não oxida. É um amigo daqueles que consideramos da família. Que chama a mãe de tia e a vó de vó. Nos afastamos um período porque ele foi morar na Europa. 

O tempo passou e nem por isso nos afastamos ou deixamos de nos falar. Já havia a internet e as redes sociais e nos apegávamos a essas ferramentas para nos munir de informações e colocar o papo em dia. Eu contava as coisas daqui e ele me enchia de vontade de pegar um voo para Europa e fazer um mochilão pelos países nórdicos. Talvez sobrasse tempo para uma visita a Paris ou Londres. Dias interessantes aqueles, onde o virtual se moldava como uma escultura de Picasso em minha mente e me levava a lugares incríveis: Cavernas e aurora boreal como protagonistas insanas de uma aventura sem fim. 

Juarez Botelho, amigo e conselheiro. Ele é mais velho que eu e talvez por isso, sempre o vi como um mentor. Inteligente, culto e livre. Tudo que o ser humano deveria almejar em sua vida. Ah, não posso esquecer que, além de tudo, tem uma visão espiritualista capaz de nos fazer entender tudo sem ranço nenhum. Eu costumo dizer que ele é meu mentor para assuntos diversos. Grande amigo, Juarez. 

Durante a pandemia ele voltou ao Brasil e se instalou em definitivo, mas em se tratando de Juarez, o definitivo, definitivamente não existe. Parece até um jogador de futebol que faz carreira na Europa e depois volta ao Brasil e diz encerrar a carreira no clube de coração e no ano seguinte você acorda com a notícia de que ele voltou para o estrangeiro, talvez o mundo Árabe. Pois é, Juarez é isso. Um Menestrel do Mundo. Quanta sabedoria ele carrega em sua bagagem mental. Mas voltando ao momento pandêmico que vivemos recentemente, aqui estava ele, junto dos seus e eu tive o prazer de ter com ele várias resenhas sobre tudo. 

Em um belo dia de sol, mas ainda preocupante, Juarez veio me fazer uma visita e entre um uísque e outro ele me olhou, com seus olhos pretos e grandes, e me disse: Sabe de uma coisa? Precisamos entender o propósito. Eu olhei para ele e fiquei em silêncio por alguns segundos e lhe perguntei: O quê? Ele deu um sorriso e emendou: É, meu caro amigo, tudo na vida tem um propósito e quando não sabemos ou não entendemos ficamos perdidos em devaneios ou mesmo em nossos próprios erros. Naquele momento eu entendi o que precisamos para enfim sermos felizes.

sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Um dia o novo chega

 

                               Seu corpo sempre foi lindo, leve e solto, aproveite.

Trazemos lembranças e referências de tempos que não voltarão nunca mais. Pensamos como nossos pais e nossos heróis não morreram de overdose, apesar de estarem num processo transformativo desnecessário. Pensar como os antepassados não quer dizer que não transpomos as barreiras e não voamos com nossas asas, apenas nos mostra que mudanças acontecem e mesmo que pensamos igual, podemos ser diferentes. Complexo? Talvez. Difícil de entender? Não. 

Brincar na rua com os amigos, jogar futebol ou queimada e soltar pipa ainda fazem parte do imaginário de algumas crianças, é verdade que a cada ano isso diminui consideravelmente, mas ainda se acredita que se procurarmos minuciosamente pelos quatro cantos do mundo, um dia as veremos. Só de imaginar já me vejo em algum jogo de computador que um dia fará um game capaz de ir ao encontro dessas "criaturas" que buscam diversão in natura. 

Não é a toa que de uns bons anos para cá nos deparamos com uma cultura que mudou a forma de se divertir a noite. Bailes de flash back cada vez mais constantes no Brasil mostram o quão importante e significativo foram as décadas passadas, onde a música existia de verdade. Esse texto não foi feito para falar da qualidade musical atual, pois quanto a isso, não se precisa escrever, todos já sabem. Agora, a simplicidade e o encantamento melódico dos anos 70,80 e 90 ainda mexem com as pessoas que viveram e as que nasceram com o DNA pró musical

Tenho um amigo, o Juarez Botelho, que viveu um período na Europa e voltou ao Brasil faz cinco anos, que diz o seguinte: Música pra mim é só até 1999. Na virada do milênio resolveram acabar com essa arte e agora só me resta ouvir meus flash backs. - Vou ter que concordar com ele. E já vivenciei algumas épocas e estilos que permearam minha vida até aqui e afirmo que não vejo uma mudança nesse quadro. Não acho que teremos nada ressurgindo ou sendo criado que nos traga qualidade.

Lembrança de coisas que nos marcaram é saudável. Sempre haverá momentos marcantes e saudades capazes de nos fazer emocionar e desencadear sentimentos infinitos. No amor e na guerra vale tudo, e vou além, digo que no amor, na guerra e na lembrança. Lembrar de algo que nos faz bem merece todo nosso esforço e cumplicidade. Passear pelos campos onde fomos felizes depois de longos anos é um rito original e necessário. Fechar os olhos e imaginar o primeiro beijo, a formatura, o primeiro baile, o primeiro amor...

Um pessoa sem lembrança é uma pessoa vazia de sentimentos e recursos. Quando atingimos a maturidade e os anos ficam para trás, precismos nos reinventar, nos recriar, virar páginas, tantas coisas precisamos aprender para que tudo dê certo no futuro. E é nessas horas que os recursos são importantes em nossas vidas. Utiliza-los de maneira correta nos fará sentir que tudo na vida é importante para nossa vida ao longo dela. Um detalhe, uma frase, uma forma de se expressar, que ficou lá atrás guardada e que achamos que jamais serviria para alguma coisa, eis que chega a oportunidade de formaliza-la. 

Eu sempre trago comigo tudo que aprendi ao longo desses anos de vida. Tenho certeza que cada minuto vivido servirá a cada minuto que ainda virá. A mutação ocorre diariamente em nós, só que alguns conseguem ve-la e absorve-la, enquanto outros sofrem com algo que não conseguem ver, sentir ou tocar. Estaremos sempre próximo ao novo, mesmo que o singular nos pareça distante. Uma coisa é certa, independente de entendermos o que nos cerca, necessitamos aceitar e respeitar o que é inovador. 


                                        DNA musical, poucos têm nos dias atuais. 

                                            Crédito: Getty Images

quarta-feira, 29 de maio de 2024

Uma senhora viagem

Próxima Centauri B, minha mente já estuda viagem até lá.


 Luzes na cidade, foi assim que acordei de um sonho que mais parecia um pesadelo. Na verdade, alguns sonhos que tenho são desprovidos de luz natural ou artificial, pois o cinza predominante sempre me dá a sensação de que há algo errado na perspectiva real. Ora, quem nunca teve sonhos ruins ou mesmo sonhos recorrentes? Eu por exemplo, sempre tive alguns sonhos que não saiam de minha cabeça dias após concebê-los em uma noite nem tão quente e nem tão de verão, mas que me fazia acordar banhado em suor. Os aviões e elevadores são máquinas que nos levam aos céus de formas diferentes, mas que em meus piores pesadelos sempre me deixaram em posições opostas. O avião sempre caía e me deixava com a sensação de que não sobreviveria e o elevador, bem esse sempre me impulsionava para o alto e além, além de um andar em que eu pudesse abrir a porta e andar livremente pelo corredor. Só acordava quando parecia que estava quase chegando a Estação Espacial Internacional. 

As luzes continuam a brilhar em uma distância surreal, mas que eu posso ver, afinal, é um sonho. Tenho tido sonhos partilhados em etapas. Na verdade, a cada hora e meia ou duas horas acordo depois que o sono REM me lança fragmentos que parecem reais depois de uma experiência sonífera. Dá para imaginar que minha noite se transforma em uma sala de cinema com várias sessões por noite. De manhã já não consigo lembrar de quantos sonhos ou pesadelos eu tive. Gostaria que já que meu sono se divide em várias partes, porque não fazer uma série, que se inicia na primeira etapa e depois que eu acordo e volto a dormir, ele dê sequência, transformando uma continuidade ao invés de um novo programa. Eu acordo umas quatro vezes por noite após o REM jogar em mim toda a informação, expectativas e perspectivas de um descanso normal. Quando viro de lado para uma nova etapa do meu sono me deparo com a pequena lembrança do que sonhei. 

Sempre tive uma boa memória e ainda tenho, a famosa memória fotográfica ou eidética, mas ultimamente em meus sonhos ela costuma zombar de mim e me fazer esquecer alguns pontos. Faz parte, isso é normal. Não me preocupo. Ou deveria? Minha memória episódica é fantástica, tenho arquivos guardados e que são acessíveis a qualquer momento de meu dia. Guardo momentos raros e nem tanto de minha vida na minha mente. Bom isso e espero que Deus me mantenha assim até a minha passagem. É muito importante percebermos que nossa saúde depende de nós. É claro que fatalidades acontecem e não podemos mensurá-las e nem evitá-las. Acontecem. Podemos sim trabalhar para que nossa mente se ajuste a um sentido maior. Exercícios, alimentação, etc. Muita coisa pode ser feita para que nossa mente não nos deixe e desminta o diagnóstico da velhice. Um dia todos chegaremos lá. 

E as luzes na cidade ainda percorrem labirintos e ruas que precisamos compreender. Difícil, mas não impossível. Digamos que toda noite estamos dispostos a vivenciar uma vida diferente. Um momento onde poderemos ser o que quisermos e quem quisermos. Termos a força, a inteligência e a soberania que nos falta no dia a dia. Sim, desejamos isso todas as noites ao deitar nas nossas camas. Precisamos disso como um copo de café. No meu caso, cai muito melhor um cappuccino. Mas ainda assim, com o mesmo propósito. Como citei a pouco, os sonhos são em sua maioria cinzas, estranhos, eu não gosto de sua cor. Existem aqueles que sonham coloridos, que o céu azul e o azul dos olhos refletem a paz e o amor viventes. Um dia terei um sonho desses, não que os meus sempre foram tristes por conta da falta de cor, não. Meus sonhos são em sua maioria felizes e interessantes, mas sempre cinzas. 

Acho que os cientistas deveriam junto com os farmacêuticos criarem um antídoto para sonhos cinzas. Seriam tão melhor poder sonhar colorido. Ver as cores se misturando em um eterno arco íris. Viver cada segundo do sono imaginando estar acordado e percebendo o quão importante é a vida mesmo enquanto dormimos. Dormir é parte de um processo de regozijo, nos faz forte e prontos para um novo amanhã. Nos eleva o espírito e nos dá força para acreditar em dias melhores. Dizem que passamos 1/3 de nossas vidas dormindo. Já imaginou esse terço sendo bem aproveitado? Vamos tentando. Sempre tive um problema com horários. Meu sono não vem nos padrões. Costumo dormir bem tarde e acordo cedo, só que meu cérebro descansa até a hora que ele acha que é o momento de trabalhar, portanto, não gosto muito de conversar quando acordo. 

As luzes da cidade ainda acesas nos permitem acreditar que planos são providencias divinas. Algo nos aguarda em algum lugar. Seja aqui ou em Próxima Centauri B. O James Webb acaba de avistar luzes a mais de sete trilhões de quilômetros de distância vinda do exoplaneta Próxima Centauri B. Já imaginou uma viagem até lá em uma noite dessas? Eu adoraria. Mas para isso precisarei reorganizar meu sono e não acordar a cada 100 minutos. Um dia todos nós viajaremos para onde quisermos, pois como se diz por aí, sonhar não custa nada e todos nós sonhamos. Agora vou ficando por aqui e me preparar para uma noite de bom sono. Aviões e elevadores nunca mais. Já um teletransporte, quem sabe.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Absorver ou abduzir?


O homem ainda está muito longe da verdade. Absorver informações e saber usá-las é o mecanismo mais difícil de aprender. 


Faz tempos que a humanidade busca respostas sobre sua existência e ainda não conseguiu construir uma verdade absoluta. Sim, isso porque essa narrativa atravessa mundos e seres além de nossa capacidade cognitiva. Muitas pessoas acreditam que a vida humana na terra veio através de seres alienígenas e extra terrestres. Pode parecer redundante, mas não é, pois há quem acredite em vida intra-terrestre, ou seja, existe vida no interior da crosta terrestre. Pode ser loucura, mas dá pra aceitar algumas informações que nos chegam. Eu mesmo acredito em vidas fora de nosso planeta. Não sou lunático, mas alguma coisa acontece no meu coração e que cruza o sistema solar e Andromeda. 

Já ouvi cientistas falando sobre os mistérios do universo e a tecnologia existente. Disse que toda história contada no cinema na ficção é algo que já nos chegou há pelo menos 30,40 anos. Seria esse o tempo que o ser humano necessita para receber e absorver as informações tecnológicas e aprende a usá-las? Acho que sim, pois tudo que aconteceu no cinema desde os anos de 1950, vide o Caso Roswell, no Novo Mexico (EUA). Dali até os dias de hoje vivemos em treinamento. De tempos em tempos aprendemos a lidar com a possibilidade de aprender e conviver com novas formas de encarar a vida mais prática. 

Quem lembra de "Independence Day"? Para mim um filme que mostra exatamente como o planeta terra vive em relação a convivência com o desconhecido. Já ouvi alguém dizendo que vivemos numa verdadeira matrix, você acredita nisso? Tudo muito doido, mas relevante. Pelo menos para muitas pessoas no nosso planeta. O mundo hoje está muito diferente be as pessoas buscam alternativas de entendimento que vão de religião a abdução. Quantas são as pessoas que dizem ter visitado outras dimensões ou mesmo planetas. Eu sempre quis manter um contato alienígena, mas nunca abduzido. Até hoje não fui atendido. 

Sabemos que a mente humana é capaz de criar e imaginar situações que talvez um computador ainda não consiga, ao mesmo tempo, é entendido que muitos se prevalecem disso para se aproveitar dos que acreditam. Charlatanismo, esse é o nome. E não fica apenas no plano "extraterrestrial", mas principalmente no campo religioso. É onde os temas se fundem e nos deixam confusos. Você é espiritualista e se depara com uma pessoa que te diz que Ovnis existem e que já  visitou lugares dantes nunca vistos. Ora, o que você vai pensar? Acredita que Adão e Eva iniciou o ciclo humano na terra e de repente chega alguém dizendo que os extraterrestres chegaram aqui primeiro e nos criaram. Complicado.

E aquele que acredita em vida fora da terra e em Deus? E meu me incluo nesse grupo, como fica sua cabeça? Eu respondo, fica muito tranquila, pois quando você acredita em algo, mas não cria raiz, você está aberto para novas informações sobre tudo. Nada é exato. Nada é fechado. Nada é para sempre. Existe a possibilidade de atualizações nas informações. Quando você imagina que Deus existe e criou toda a vida no universo, você passa a acreditar que há vida nos quatro cantos do cosmo foi criado pelo Criador. Pronto. Tudo está ligado e vivemos sincronicamente com toda a história do universo, desde o big bang, hoje questionado por muitos, até os dias de hoje. A ciência vem evoluindo muito rápido na última década e nos mostrado informações interessantes e que mudam conceitos "enraizados" em nós. Por isso a mente aberta é de vital importância para a informação correta.

Hoje desde que acordamos até a hora que vamos deitar somos invadidos por informações de várias fontes e variáveis. Absorver tudo é um perigo. Absorver apenas o que acreditamos não é bom. Filtrar com coerência, mesmo que o assunto não seja claro para você é a prudência. Vamos nos permitir ouvir tudo que nos chega e absorver aquilo que sintamos que faz parte de nossos conceitos e valores. Aquela famosa frase que já ficou até chata de se ver - "É muita pretensão nossa acharmos que somos os únicos no universo". Particularmente não gosto de mencioná-la, pois para mim, está muito claro. E para você? 



O estado evolutivo do universo acabou ou ainda tem espaço para expansão? Na nossa mente, com certeza.