domingo, 4 de março de 2012

Medo de amar

Pode um amor acabar sem mesmo ter começado direito? Pode as pessoas serem tão diferentes a ponto de o orgulho ser mais forte do que o simples desejo de ver a lua acompanhada? Pode tudo se despedaçar simplesmente antes de solidificar? Creio que tudo pode quando estamos vulneráveis. Pena saber que as juras de amor trocadas no momento mais sublime possa hoje não ter peso algum. Vejo que tudo pode acabar.
A luz brilha e faz os olhos fixarem no infinito. Lá encontramos esperanças de um dia melhor, cheio de amor e satisfação. Liberdade! Palavra que todos nós desejamos faze-la compreender no seu mais intimo desejo. Pobres mortais que não a entendem e fazem dela um tormento real. Dizem que quem ama expressa nessa palavra todo seu amor. Deixar o seu amor livre é sinal de amor verdadeiro. Pobre de mim, pois juro querer encontrar nessa liberdade o motivo para o amor verdadeiro.
Certa vez conheci uma mulher encantadora que me disse o seguinte: eu amo voce incondicionalmente! Sou capaz de amá-lo para sempre e me contentaria com pequenos momentos que voce puder me oferecer. Achei aquilo a coisa mais louca e ao mesmo tempo mais bonita que já tinha escutado. Infelizmente não pude amá-la, pois em um coração que ama, só pode existir um amor de cada vez.
Complicado esse negócio de amor não é? Hoje me sinto como um navegador em alto mar em busca do horizonte que ainda está longe de se tornar terra firme. Um piloto com medo de levantar vôo. Um homem com medo de amar.