sexta-feira, 20 de maio de 2016

Exclusiva com Luciano Bahia

A balzaquiana Carol completa 30 anos

A famosa música de Luciano Bahia completa 30 anos e ele fala com exclusividade sobre sua vida e seus sucessos.


Luciano Costa Bahia de Almeida, ou apenas Luciano Bahia. Quem não lembra desse nome nos anos 80? Muita gente dançou seu maior sucesso “Carol” nas danceterias do Rio de Janeiro e do Brasil. O ano era 1986 e a “Carol” levava multidões às pistas de dança.
As rádios tocavam sem parar “Alô! Carol, estou no Pub te esperando…” Este foi o primeiro remix lançado à venda no Brasil.  Hoje, “Carol” se tornou uma balzaquiana arrebatadora de corações. Esse ano completa 30 anos de pura magia, quando toca, não deixa ninguém sentado. Além de “Carol”, Luciano Bahia regravou sucessos como “Marron Glacê, de Ronaldo Resedá e “Não me iluda”, sucesso do Cinema à Dois.
Em 2002 lançou o livro “Loucuras e Canções” para registrar suas canções. Atualmente Luciano Bahia faz em média 15 shows por mês cantando seus sucessos. Em entrevista exclusiva para o  jornal O Estado RJ, Luciano Bahia conta um pouco de sua vida e de sua trajetória no cenário da musica brasileira.
OERJ- Como foi o início  da sua carreira?
LB – Comecei exatamente em 1980 com 18 anos, participando de festivais e em seguida abrindo shows da “ A Barca do Sol” e “ Jorge Mautner”. Atuei também como tecladista de algumas bandas entre elas : Paulo Diniz, Ruban Barra, Vento Sul. Em 83 gravei meu primeiro disco com o “ Matinê” um compacto, que tinha uma formação bastante interessante: Eu: Teclados, composição e voz, Torcuato Mariano e Sérgio Serra : Guitarras, Fred Maciel: Bateria, Mosquito: Baixo e Humberto Araújo: Sax e Flauta. O mais bacana desse compacto é que hoje em dia todos os integrantes são músicos, ou produtores do primeiro time da nossa MPB. Como esse disco não deu certo parti para minha carreira, e em 86 lancei  o primeiro Remix a venda no Brasil. Era uma série Remix – A música viva . De um lado a versão normal e do outro a versão remix. Foi produzido por Mayrton Bahia, o qual não tenho algum parentesco e na série além de mim, tinha nomes como: Mick Jagger, Grace Jones, Tina Turner, David Bowie, Arcadia, e fui o único brasileiro. A canção era “Carol”, que foi um sucesso nacional e acabou me levando para mídia de todo o Brasil.
OERJ – Como era a música feita nos anos 80?
LB – Aqui vou falar no meu caso. Éramos uma turma em que vivia no Posto 9 em Ipanema, e fazíamos música como não houvesse amanhã. Tinha dias que chegávamos a fazer duas canções por dia. Sem a menor preocupação com nada. Amávamos o pessoal de Minas( Beto, Lô, Milton) Pat Metheny, Prefab Sprout,, Genesis, Yes, O Terço, A Barca Do Sol… E era praia pela manhã e a tarde ensaios intermináveis na casa que morava na Tijuca até a noite. Após nos encontrarmos nos Baixos Leblon e Gávea, o som e o sentido afloravam em nossos corações.
OERJ – Que diferença você vê nas músicas feitas hoje e nas que eram feitas na década de 80?
LB – Sinceramente, nenhuma! Música boa existe e sempre irá existir em qualquer década. Amo a cena musical atual como amava a dos anos setenta. Não sou saudosista. Curto o novo sempre! Mas claro, que a canção boa irá sempre ficar na memória, independente da década.
OERJ – Você fez alguns projetos paralelos como regravações de alguns sucessos da passado. Como foram esses trabalhos?
LB – Sim. Nos anos 90, criei com o DJ Romulo Marques o SLIDANCING. Foi um projeto que transformava musicas que não tinham a levada dançante em versões Dance. Foi o maior sucesso . Começou no JazzMania no Rio e viajou o Brasil inteiro por quase dez anos. Claro que sua formação foi mudando com o tempo. A original era: Romulo Marques: DJ com inserções durante o show, Eu: Teclados e Sampler, Armando Souza: Guitarras e Fabiola de Oliveira: Voz. Também regravei Marron Glacê (Renato Corrêa, Guto Graça Mello e Mariozinho Rocha) . Foi uma ideia do produtor Renato Corrêa Jr, que me chamou para cantar essa canção, que havia sido remixada pelos DJs Marlboro e Robson Vidal. Adorei. E já em 2007 tive um Cd meu produzido pelo Fabio Fonseca, que deu a ideia de regravar a sua canção “ Não Me Iluda” um clássico dos anos 80 na voz dele que era o líder do Cinema à Dois. Ficou bacana, até porque ele mesmo foi quem fez o arranjo e gravou os teclados. Amei!
OERJ – O que mudou do seu segundo disco em 86 “Carol” para o “Nossa Cidade” em 2014?
LB – Para quem escuta “Carol”, mudou muito, mas sempre em cada disco meu colocava uma ou duas canções com o meu lado influenciado pela galera de Minas. No caso de “ Nossa Cidade” tudo nasceu da ideia do meu filho, que falou porque eu não gravava um disco só com as minhas canções mais bonitas. Pronto, sentamos eu e ele e escutamos umas 100 músicas até chegarmos a dez. Mas no meio do disco comecei a compor enlouquecidamente e daí a cada nova canção pensava em um parceiro, e dai nasceram: Cariocando (Minha com Tiberio Gaspar), Resplendor (Minha com Carlos Colla), A Estrela do Nosso Amor ( Minha com Juca Filho) e Disse Lavoisier ( Minha com Galvão dos novos Baianos e Peu Tanajura), todas inéditas. Esse disco foi lançado somente pelas plataformas virtuais e teve mais de 36 mil audições.
OERJ – Você  está lançando um novo trabalho,  fala um pouco sobre ele…
LB – Realmente. Alavancado pelo sucesso do “Nossa Cidade” ter alcançado essa marca que citei acima mais de 35 mil audições, fora os downloads, fui convidado a fazer outro em menos de dois anos. Como nesse tempo havia composto algumas canções, me juntei ao Lito Figueroa, que foi ao lado de Claudio Kote o produtor do “ Nossa Cidade”, e falei: Lito: você aceita fazer um disco em parceria comigo? Ele respondeu: Claro! Pronto Daí nasceu “ Vento Lunar” Luciano Bahia e Lito Figueroa. Até esse momento já gravamos todas as bases, eu assino a concepção musical do disco, Lito os arranjos, programações, teclados, e vocalizes. Rapidamente liguei para meus principais parceiros e mandei uma canção para o Carlos Colla (Vento Lunar), outra para o Tiberio Gaspar, Juca Filho e Revolução , Evolução, minha com Bernardo Vilhena, que entrou para o nosso time agora. Esse disco tem outro diferencial, é completamente focado no Psicodelismo e o norte dele é : O menos é mais!
OERJ-  Time
LB –América
OERJ- Religião
LB –DEUS
OERJ- Posição religiosa
LB –Creio somente em JESUS
OERJ- Posição politica
LB –Esquerda
OERJ- Se não fosse músico, o que seria?
LB –Fotógrafo
OERJ- Não pode faltar nas viagens?
LB –Perfume
OERJ- Qual seu livro de cabeceira?
LB –On the Road, Jack Kerouac
OERJ- Que filme mais gosta?
LB –Minha Vida de Cachorro
OERJ- Que música te marcou?
LB –São várias, ao invés de músicas, prefiro discos que mudaram minha vida quando escutei: A Página do Relâmpago Elétrico ( Beto Guedes), Trespass (Gênesis), Steve Mcqueen ( Prefab Sprout).
OERJ- Pra você, o que é o amor?
LB –O amor é cumplicidade , paz, serenidade, alegria e bem querer acima de tudo
OERJ- Uma frase
LB –A alegria não está nas coisas, está em nós.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Poesias que defendem a importância da palavra no mundo

Através de suas poesias Alexandra Vieira de Almeida defende a importância das palavras no mundo


Alexandra Vieira de Almeida - Poesia ganhando legitimidade.
Alexandra Vieira de Almeida Poesia ganhando legitimidade
Natural do Rio de Janeiro, a poetisa Alexandra  Vieira de Almeida, desde criança,  já escrevia poesias e participava de concursos literários. Hoje, com cinco livros publicados, ela acredita que a perseverança pode nos levar aonde quisermos, desde que acreditemos em nosso potencial.
“Dormindo no verbo”, seu mais recente livro de poesias, traz uma intenção a mais. Para a poetisa, “é palavra poética que o escritor recria o mundo” e cedeu uma entrevista para o Jornal O Estado do Rio de Janeiro.
OERJ – Como começou sua carreira, trajetória?  e sobre o que espera de nossa literatura?
Eu comecei a escrever desde criança. Participei de um concurso de poesia em uma biblioteca municipal e fui selecionada com um poema sobre o Amazonas. A partir desta infância em meio aos livros e incentivo de mamãe, não parei mais. Eu mais tarde, na adolescência, datilografei meus poemas e fiz um pequeno livro, dobrando as páginas, bem simples. Foi a partir do ano 2000 que minha poesia amadureceu e meus dois primeiros livros de poemas, “40 poemas” e “Painel”, que foram resultados de 11 anos de escrita. Eles foram publicados no mesmo ano. As orelhas dos dois livros foram escritas pelo crítico literário e professor universitário Marcelo Santos, que  captaram a essência de minha poesia. Foi nesta época que reencontrei meu amigo da juventude, também poeta, e com uma bagagem vasta e muitos prêmios literários, Luiz Otávio Oliani, que depois deste reencontro, foi o principal incentivador e propagador de minha poesia. Com ele, conheci vários saraus no Rio de Janeiro e pude ter contato com várias antologias, revistas, jornais, sites e alternativos em vários estados do Brasil e também internacionalmente. Nós trocamos muitas informações sobre muitas publicações de peso. A partir daí, comecei a participar de antologias internacionais, como bilíngues, trilíngues e tenho poemas traduzidos para o inglês, espanhol, holandês e chinês.
Em 2014 publiquei meu terceiro livro de poesia, “Oferta”, que tem uma excelente quarta capa escrita pela grande contista amazonense Maria Joana Rodrigues Colin.  Além de poeta, sou crítica literária e já escrevi algumas resenhas sobre vários autores nacionais, como, por exemplo, a escritora Astrid Cabral, que foram publicadas em importantes meios de comunicação. Por fim, neste ano de 2016, estou com meu quarto livro de poesias, “Dormindo no verbo”.  Neste novo livro, meus amigos poetas me disseram que me superei, tendo uma poesia mais amadurecida após longos anos de dedicação à escrita. As orelhas deste novo livro foram escritas pela autora Raquel Naveira. Com muita intensidade, ela observou a “potência das labaredas” nos meus versos, como ela mesma mencionou. O prefácio foi construído pelo poeta e professor universitário Igor Fagundes, que fez uma trajetória poético-crítica fascinante em torno de meu livro, observando a etimologia, a filosofia, as referências ao mundo grego e à Bíblia.  Quero produzir cada vez mais e minha próxima ambição literária é produzir um livro de contos e estou estudando para isto.
OERJ – O que espera da nossa literatura?
Espero que a literatura seja cada vez mais reconhecida, tendo os mesmos espaços que outras áreas do saber mais legitimadas têm. Desejo que as pessoas apreciem mais os autores nacionais e que eles tenham cada vez mais reconhecimento internacional, com sua riqueza tão exuberante em significados. Temos autores excepcionais aqui no Brasil.
OERJ – “Dormindo no verbo” contém 67 poesias que defendem a importância da palavra em tudo que nos cerca, o que você espera atingir com esse livro?
Espero atingir um público cada vez maior, para que conheçam meu trabalho e que ocorram trocas frutíferas com diálogos e conversas aprazíveis sobre a poesia. A poesia não tendo a importância que a prosa literária tem e pode ganhar mais espaços com a divulgação dos próprios poetas. Quero que a poesia ganhe a legitimidade que ela representa. Atingindo um público maior, espero que os leitores leiam mais poesia, pois é pela palavra poética, que o escritor recria o mundo.
OERJ – Quantos livros você já tem publicados?
Livros individuais, cinco. Quatro de poesia (40 poemas, Painel, Oferta e Dormindo no verbo) e um de ensaio (Literatura, mito e identidade nacional).
OERJ – Quando você descobriu que tinha o dom de escrever?
Foi na infância. Com a leitura de livros na escola e incentivo de uma mãe que adora ler, pude expandir meu universo em torno da escrita. A infância tem toda esta imagem plena de significados e curiosidades a partir do imaginário infanto-juvenil. Por isto, foi bom ter começado nesta fase da minha vida, pois minha poesia prima pelo imaginário, com intensas imagens.
OERJ – Quais os escritores que te influenciaram?
Da poesia: Rimbaud, pelo seu transbordamento de imagens. Murilo Mendes, por sua religiosidade e ultrapassagem do real e Cecília Meireles, pelo seu viés transcendente. Da prosa: principalmente Clarice Lispector, pela sua subjetividade e intimismo.
OERJ – Que mensagem você daria para o jovem que hoje pensa em ser um poeta
Diria a ele para não desistir da escrita, logo na primeira dificuldade. A escrita é um trabalho de constante aprimoramento. Nenhum poeta nasce pronto. É preciso perseverar e se reconhecer em estado de abertura para que novas possibilidades aconteçam.
OERJ – Religião?
Espiritualista. Acredito em Deus acima de tudo.
OERJ – Se não fosse poetisa, seria?
Médica. Adoraria salvar vidas, algo grandioso.
OERJ – Uma dica para as pessoas que gostam de ler, mas por algum motivo não o fazem.
Ache na leitura uma ponte para se conhecer mais o mundo. A leitura produz grandes ensinamentos para os leitores. É uma forma de iluminação poética, de geração de sentidos. É a busca de um dos sentidos para a nossa existência.
Por Alexandre Mauro

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Por um país de verdade



Brigas, discussões e denuncias. Oposição, governo e povo. Uma trama recheada de altos e baixos. Idas e vindas. Ninguém sabe o que acontecerá nos próximos capitulos. 

Em meio a tantas crises e dúvidas, o que esperar de um país que a cada dia se depara com inumeras possibilidades. Ora pró ora contra o povo brasileiro. Digo isso porque hoje com mais de 82% de rejeição, o governo Dilma e o PT não podem mais comandar a nação e isso não é uma possibilidade e sim um fato. 
Acordamos todos os dias com novidades que nos parecem um emaranhado de ficção que jamais se pensaria que viveríamos depois de 20 anos de ditadura. Isso mesmo, por muitos anos o povo foi oprimido e calado. Viveu ao lado de uma evolução mundial. Viveu as margens de uma politica sem futuro. Viu de perto o Brasil ser subtraído, dividido e vendido em transações impressionantes. 
Hoje, mais de 30 anos depois, estamos numa situação tão inusitada quanto aquela em que se proibia a liberdade de expressão. Hoje temos um governo que rouba de nossos cofres milhares de reais e a população enxerga através de um juíz honesto que busca fazer justiça e nos livrar do mal. Mesmo assim, ainda têm algumas pessoas, na verdade, uma minoria levado em consideração a população de mais de 200 milhões de habitantes que fingem não ver ou não querem acreditar. O fato é que o momento que vivemos é assustador. Tudo pode acontecer. Nada é verdade ou certeza. Tudo é permitido e possivel. A nós, resta apenas acreditar que o bem vença o mal. Que a verdade vença a incerteza. Que a honestidade e a volta dos valores nos acalme o coração. Que o desejo de justiça seja cumprido. Que os nossos juízes realmente trabalhem em prol do povo. Que o nosso governo (seja lá qual for) siga os passos e caminho desejados pela população brasileira. 
Que em breve possamos realmente ter orgulho do Brasil por sua grandeza e seus lideres. Por seu povo e seu governo. Pelo simples fato de ser o melhor país para se viver no planeta.