quarta-feira, 29 de abril de 2015

A inspiração que faltava

Sem inspiração não existe emoção


Escrever sobre o que escrever, eis a questão. As vezes me pego desse jeito, sem saber o que escrever, mas tendo algo na mente querendo sair, extravazar, como um foguete na hora do disparo. Alcançar a lua ou mesmo um planeta distante, essa é a idéia. Fazer o que escrevo chegar a milhares de pessoas ( sem querer ser prepotente ) e fazendo-as viajar comigo sem que percam a vontade de saltar de paraquedas no meio do caminho.

Lembro-me de certa vez quando era jovem ( isso faz é tempo ) que precisava fazer uma texto para um certo trabalho na escola e me deparei com um dilema: Como fazer? Foi a partir daí que percebi, graças a Deus que isso nunca seria um problema para mim, pois semp
re que precisava estava lá minha imaginação fértil atuando e viajando entre vários lugares e muitas vezes em maioneses ( light ) tão boas quantos as verdades que também pulam de minha cabeça vez em quando.
Sempre transitei por esse mundo literário ( amadoramente é claro ), mas sem explorar nem 5 % do que talvez fosse capaz de explorar e por isso talvez hoje me encontro nessa triste falta de começar a escrever o que desejo escrever. Bem, mas como assim? Eu acabei de falar que isso nunca foi um problema para mim. Certo, não estou me contradizendo, apenas constatando que hoje me deparo com o que os grandes mestres da literatura mundial costumam chamar de "crise de inspiração". Muito pretencioso eu sou não é. 
Mais uma lembrança do passado, esse não muito distante, mas consideravelmente importante. Há uns anos atrás estava com um amigo num barzinho com musica ao vivo quando de repente um casal foi para pista de dança e começou a dançar. A sintonia deles era tão intensa, que percebi ali que para tudo nessa vida que nos permitimos fazer, viver, desejar, deve ser feito com o fundo da alma. Ir na espinha dorsal e arrancar de lá até a última gota de todo sentimento. Não vai doer, pelo menos a dor física não vai rolar. Pode sim, acontecer um leve desepero ou quem sabe uma catarze sem precedência. Preciso escrever algo e não sei o que. O tempo está se esgotando e não me vem nada de interessante para que eu possa em alguns minutos e linhas passar algo que valha a pena ser lido. Será que a inspiração citada acima oruinda dos grandes mestres e que eu por capricho a peguei para mim, mesmo sem ser um escritor veio a faltar nesse momento? Não, certamente não. Apenas hoje não é um dia para se escrever. Outros dias virão e eu estarei aqui mesmo com minha mente voltada para ela, a inspiração que hoje teima em sair para passear e não tem hora para voltar.

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