sexta-feira, 22 de abril de 2022

Uma história de amor

Andando pelas ruas do da cidade do Rio de janeiro, me deparo com algo que levei algum tempo para entender, sua maestria. A cidade é uma das mais importantes do país e culturalmente falando, é a mais importante. Tudo nasce e toma corpo aqui. Tendencias e algoritimos se msituram quando o assunto é viver a liberdade da cidade maravilhosa. Seus pontos turísticos se confundem com a maneira de ser do carioca. O sorriso largado, as gírias ilustrando o vocabulário, a leveza e complexidade que emana de cada cidadão, faz com que o Rio seja uma exemplo a ser seguido. Pode se dizer que as montanhas cortam a cidade em norte e sul ou simplesmente dividem lados opostos que se atraem. Os dois lados da mesma moeda, a sensatez lúdica com a necessidade perene de alcançar voos mesmo que a asa delta não sobrevoe a costa de4 seu cartão postal. Ruínas imponentes, obras faraônicas e arquitetônicas desenham e emolduram sua planície sedenta por novidade. Pão de Açúcar, Bondinho de Santa Teresa, Maracanã, Pedra Bonita, Maciço da Tijuca, etc. Todos os caminhos nos levam a beleza eterna. Do outro lado temos lugares fascinantes e capazes de ostentar tais belezas e histórias. A cultura pulsa forte na cidade que nunca dorme. Seus terreiros cada vez mais capazes de nos mostrar a verdadeira arte. mangueira, Salgueiro, Portela, nunca vi coisa mais bela, Estácio, que beleza, sempre reluzente. Não se pode esquecer o bairro de Noel, Vila Isabel, terra de gente bamba, do samba e do chopp. Dentre tantas honrarias, um lamento, sim, pois o sitio onde viveu a Família Real, deveria ter mais status e consideração, falo de São Cristóvão, bairro imperial, que faz tempo deixou a coroa de lado e foi esquecido por seus representantes. Passeando pela zona da leopoldina, nos deparamos com outra terra de gente boa, o samba raiz, lá da Imperatriz, essa sim, cuidadosamente conceituada e querida por todos. Na quadra do bloco carnavalesco mais querido do subúrbio, o Cacique de Ramos, saíram vários sambistas para o Brasil em forma de expressão. Muitos. A expressão "fundo de quintal" desenhou a formação de um dos mais conhecidos grupos de samba do Brasil, o Fundo de Quintal, samba raiz é aqui. E ainda temos Mocidade Independente de Padre Miguel, que em Padre Miguel, faz a festa da melhor bateria de escolas de samba do carnaval carioca. Salve Mestre André, que com sua bateria, mostrou ao mundo que o Rio de janeiro era bom de samba e ritmo. Igreja da Penha, Igrejinha de São Cristóvão, Buraco do Lacerda, Quinta da Boa Vista, Candelária, olha quantos lugares lindos e especiais, que se espalharam pela cidade para nos lembrar de que nem só de mar vive o Rio de janeiro. Há quem diga que a melhor vista de Niterói, cidade que fica do outro lado da Baía de Guanabara, é o Rio de janeiro. E eu posso lhes garantir que é a mais pura verdade. Que vista! Entre todos esses atributos citados aqui, temos a arquitetura urbana que mesmo com muitas deficiências, consegue andar em sintonia com a arte genuína. E olha que tentam de todas as formas estragar o belo. Rio de Janeiro, você é o cartão postal do Brasil. Terra de gente que mesmo quando as coisas não vão bem, conseguem abrir um sorriso largo e dar o abraço acolhedor. Anfitriões de categoria, que mesmo sem o café para oferecer, recebem bem o visitante e fazem da água, seu licvor de boas vindas. Você que pensa que o Rio de Janeiro não tem mais jeito, está enganado. O Rio de Janeiro é o jeito. O jeito carioca de ser, vive nele. Até aquele que vive na cidade e não é nativo, sabe muito bem do que estou falando. Falar carioquês é uma das premissas para se viver na cidade. E se depois de tudo isso, você ainda tiver dúvidas, venha até aqui e se permita. Verás que o Rio de Janeiro é uma história de amor.
Rio de Janeiro, uma cidade maravilhosa.
Igreja da Penha, no bairro da Penha, uma verdadeira obra de arte e religiosidade que encanta o subúrbio carioca.

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